Razões do triunfo do cristianismo, um breve resumo

Hoje iremos destacar alguns fatores que contribuíram para ascensão do cristianismo

Durante o século IV d.C , sobretudo a partir de 380, temos a promulgação de decretos que legitimaram a religião cristão como oficial do Império Romano. Desde o Édito de Milão, o Estado romano vinha se mostrando neutro em relação a manifestações religiosas, o que levou à tolerância a outras crenças e cessou as perseguições contra os cristão. Esses acontecimentos foram importante para oficializar a religião , tornando-a reconhecida e legítima.

Outro elemento importante é o sincretismo religioso. O cristianismo incorporou elementos do judaísmo(como os doze mandamentos), do “paganismo romano”( utilização de imagens para culto religioso) e até mesmo do mitraísmo, religião de matriz oriental. Sem dúvidas, essa mescla de elementos contribuiu para manutenção de tradições mais antigas, incorporando adeptos a comunidade, que tornava cada vez mais difusa sua mensagem religiosa.

O último fator , mas não menos importante , é analisar a postura democrática dos primeiros cristãs , pois permitiam que todos indivíduos fizessem parte da comunidade. Diferente do mitraísmo, que excluía as mulheres. O caráter acolhedor , a pregação dos evangelhos e a propagação de mensagens pacíficas, fizeram com que muitas pessoas abrassacem o cristianismo, que crescia cada vez mais no mundo romano e, posteriormente, irá alcançar hegemonia no período medieval.

A arbitrariedade do tempo nas divisões ternárias da história

 

      A História ao longo dos séculos foi interpretada de diversas maneiras pelos Homens que buscaram dar sentido a um determinado fenômeno social , religioso ou cultural. Sem duvidas , esses acontecimentos estão enquadrados numa temporalidade histórica , que os possibilita pensar em questões específicas de cada período. Neste sentido , o século XVIII estabeleceu a ternária divisão que conhecemos na atualidade : Antiguidade ,  Idade Média ,  Idade Moderna e Idade Contemporânea. Todas esses períodos fazem parte de delimitações que não são caracterizadas apenas pelo época e por suas particularidades , mas também por mutações , permanências e novidades que surgiam no decorrer desses  séculos.  Além disso , as fronteiras entre esses períodos históricos suscitam debates e reflexões sobre a arbitrariedade do tempo.
   

As divisões sob a qual a história está submetida fazem parte de marcações eventuais. No entanto , devemos levar em consideração , por exemplo , que a passagem da Antiguidade para época medieval não é fruto de acontecimentos ”repentinos ”.  O marco simbólico de 476 d.C ilustra essa ideia ”acelerada” dos eventos e seu papel de transformar os período históricos.  A datação  citada é definitiva, de acordo com historiografia,  para anunciarmos o fim do Império Romano do Ocidente e início duma nova época – a Idade Média.  O problema de conceder esse ano como sendo responsável pela transformação entre as épocas –  dando a entender que ele por si só anuncia o fim dos tempos antigos,  nos coloca face ao imediatismo.
   

Sem dúvidas , ao fazer isso , ignoramos todo fenômeno socio-histórico que antecede 476 d.C.  A discussão sobre o fim do mundo antigo suscita reflexão que abrangem diversas conjuntas-  políticas , sociais , culturais  e econômicas.  Todos esses aspectos foram sucedendo ao longo de todo Império Romano e nos ajuda a pensar sobre a queda de Roma. Desse modo , o tempo não pode tornar-se redutível aos eventos simbólicos – 476 , 1453 e 1789 , porque eles não podem , por si só ,  explicar as passagens entre as épocas sem uma análise crítica dos séculos predecessores.
   

No caso de Roma , a desordem política caracterizada pela Anarquia Militar e os problemas econômicos provocadas pela crise do escravismo ocorreram anteriormente ao simbolismo de 476 d.C. Além disso , perceber esses fatores tornam-se mais aplicáveis a compreensão do conhecimento histórico sobre o colapso da ordem imperial no ocidente. Todos nós sabemos que a crise de Roma foi estrutural e gradual , chegando a ser traçada por um ”declínio” que perdurou séculos. Portanto , deve-se ter cuidado ao reduzir o colapso de Roma  a uma datação ”simplória” e compreender as condições anteriores.
    

Encontramos problemas semelhantes na passagem do medievo para modernidade , com o evento de 1453; tal como a transição da modernidade para contemporaneidade , sustentada pelos acontecimentos de 1789.  Este último inaugurou o laicismo no mundo contemporâneo: pensamento base para os ideias revolucionários do século XVIII e que introduziu uma nova ordem política no ocidente. No entanto , o surgimento desse modelo de pensamento racional  pode ser encontrado desde o século XVI com humanismo , criando uma ponte que funciona como uma espécie de legado entre os dois séculos citados.  Uma corrente de pensamento que permaneceu na história, e que portanto não era inédita do pensamento das luzes  exigindo , assim ,  reflexões a longo prazo.
     

  Não se trata de ignorar essas datações , pois as escolhas delas são carregadas de sentidos políticos que acompanha toda história escrita no ocidente. O que cabe a nós refletir , sem duvidas , é a arbitrariedade do tempo sustentado pelos eventos irredutíveis , imediatos , simplórios,  quando comparado com todo curso histórico sob qual as sociedades estão submetidas e que deixa mais sólido a compreensão das fronteiras criadas entre Antiguidade , Medievo , Modernidade e Contemporaneidade. Os eventos fazem parte do tempo , haja visto que ocorrem numa determinada conjuntura social ; contudo não podemos deixar tais acontecimento tornarem-se protagonistas no curso da civilização humana e ter a capacidade de anunciar ao imediato uma nova época.  Ao fazer isso , o pensamento crítico e os objetos de reflexões histórica – como a literatura e os documentos , são deixados de lado e tornam superficiais o entendimento das passagens entre as épocas e as periodizações  ternárias da história.

 

Existiu Idade Média no Novo Mundo?

Se ignoramos a questão geográfica podemos, sem dúvida, pensar na existência duma Idade Média ultrapassando os contornos geográficos do ocidente europeu e chegando até América. Esse fator não é único , teremos também que ignorar a questão cronológica , haja visto que o fim dos tempos medievais está associado com transformações na Europa entre os século XIV e XVI. A chegada dos colonizadores no Novo Mundo ocorreu em fins dos anos mil e quatrocentos, portanto em uma época de mutabilidade, devido às transformações sociais , econômicas e políticas que fizeram parte chamada Idade Moderna

Diversos elementos típico dos tempos medievais e que permearam a mentalidade do homem europeu por quase 1000 anos, foram transportados para o Novo Mundo. A religiosidade católica, o culto à Virgem e o sistema escolástico que enquadraram o ensino nas Universidade criadas na América espanhola durante o século XVI , constituem essa matriz cultural inédita para os americanos. Na realidade europeia, tais costumes alimentavam uma tradição que existia há séculos( pelo menos a partir de 313 d.C) e estava indissociavelmente atrelada a estrutura de pensamento e compreensão do mundo dessas sociedades. Esse novo horizonte religioso , após ser introduzido e disseminado pelos colonizadores sob perspectiva teológica e doutrinária passava , aos poucos , a ser assimilada ao cotidiano das populações nativas. Embora sabemos que o ensino era desfrutado por uma minoria ligada à nobreza indígena, seja nos colégios ou ensino superior.

O sistema agrícola típico das sociedades europeias também cruzou oceano Atlântico e chegou ao Novo Mundo. As técnicas produtivas, a incorporação de novos gêneros alimentares trazidos pelos espanhóis e as relações açucareiras estabelecidas na América Portuguesa durante o século XVI concretizam essa ideia. Apesar de sabermos que existia uma mentalidade econômica e política nova na época moderna – que era diferente do pensamento medieval, a persistência de determinadas práticas perpetuaram-se para além mar. Sejam elas religiosas, teológicas ou econômicas.

Mas se considerarmos que as Grandes Navegações inauguraram uma nova era econômica e estava inserida em um cenário cultural e político que divergia dos tempos medievais, talvez a noção da existência duma possível Idade Média não seja aplicável a realidade do homem americano e do Novo Mundo. O novo continente estava inserido numa dinâmica comercial em âmbito internacional, e dialogava com outras regiões do globo terrestre. O sistema Mercantilista e Absolutista característico das sociedade do Antigo Regime, sustentavam as experiências internas às colônias e externas aos Impérios Ultramarinos. Essas relações duraram pelo menos 300 anos!

Se levarmos em consideração a perpetuação dos valores religiosos , teológicos, doutrinários e das novas técnicas introduzidas no continente americano podemos pensar na existência de práticas medievais no Novo Mundo. Mas a existência desse periodo histórico nas terras colonizadas talvez seja inconcebível, haja visto que em âmbito internacional o Mundo assistia profundas transformações, sejam no comportamento social dos nativos e sua percepção em relação ao homem branco, no âmbito da cultura humanista e nas novas relações econômicas. A primeira globalização ocorreu no século XVI, onde o Mundo conectava-se através de intercâmbios comerciais e culturais, o que fortalece a impossibilidade da existência de tempos medievais no Novo continente.

Referência: História Medieval, Marcelo Cândido da Silva

Uma pequena análise da pintura a óleo, de José Garnelo y Alda: “Primeira homenagem a Colombo”(1892)

A pintura a óleo ilustrada acima, de 1892, pertence a José Garnelo, artista espanhol que viveu durante o século XIX. A obra mostra a chega de Cristóvão Colombo à América em 12 de outubro de 1492, portanto representa uma marco simbólico que completava 400 anos . Para irmos além dessas datações e refletirmos sobre o caráter histórico e semântico da obra, precisamos interpreta-la em sua totalidade pictórica e ir além do seu caráter “pacífico “.

Em primeiro lugar, devemos observar a ambientação e a paisagem presente na pintura. Percebemos que Garnelo foi cuidadoso em mostrar as características naturais das novas terras conquistadas pelos europeus. O azul , marrom claro e o verde representam a flora. Além disso , essas cores traduzem o exotismo existente no Novo Mundo. Entre os séculos XVI e XIX, diversos relatos de viagens descrevia a natureza do continente americano: ora deteriorando sua realidade, ora exaltando sua vitalidade. Sem dúvidas, todas essas tonalidades representadas pelo pintor evidenciam a chegada do homem branco em um novo continente, que até aquele momento não fazia parte do imaginário europeu sobre o mundo.

O presença do homem branco e das populações nativas na imagem, coexistindo numa mesma ambientação “pacifica”, traduz o contato entre culturas. Esse contato entre culturas trás reflexões sobre as mudanças comportamentais de ambos os grupos: no fluxo da colonização na América, os europeus incorporaram práticas de banho que, até então , não faziam parte de sua práticas habituais higiênicas; os nativos, por outro lado, passaram a enterrar os mortos( prática comum na realidade cristã, mas que não fazia parte dos rituais e costumes locais). Além dessas conexões culturais, o impacto das doenças trazidas pelos europeus do velho Mundo, como a varíola, sarampo ,etc, foi profundamente dramático para os indígenas. Estima-se que milhões de grupos autóctones que viviam nos Andes e na Mesoamérica foram dizimados e reduzidos, devido as epidemias disseminadas. Seria a expedição de Colombo, portanto, responsável pelo início dum quadro genocida das populações nativas ao longo das violentas guerras de conquista e ,também , por meio da introdução do incipiente imperialismo ecológico?

Em última análise, mas não menos importante, devemos observar a presença da cruz na imagem. Sem dúvidas, explicita os objetivos religiosos de Colombo durante sua viagem. Todos nós sabemos que havia na mentalidade europeia de época o desejo de propagar a fé católica para outras áreas, ultrapassando os contornos geográficos da Europa e chegando a outras regiões. Ao longo da colonização no século XVI , muitos nativos foram catequizados e assimilados a religião católica, num contexto em que a Europa cristã estava fragmentada: novas vertentes religiosas surgiram após o movimento reformista de Lutero.

Se apenas olharmos para pintura do artista espanhol sem fazer uma análise histórica, nos deixamos levar pelo romantismo e pacifismo que a obra exala. É como se esse contato entre culturas tivesse acontecido por vias harmônicas e sem utilização da violência generalizada. Assim, é necessário aprofundar nossas perspectivas e ir além daquilo que as IMAGENS podem significar. Neste caso, a saída para não sermos enganados por essa percepção ” pacífica” é voltarmos há 600 anos atrás e compreender a realidade dos fatos ocorridos e suas múltiplas interpretações.

Referências e sugestões de leitura:

  • História da Civilização ocidental
  • A conquista da América , a questão do outro
  • A história do Brasil para quem tem pressa

O romance”Drácula”, entre ficção e história: reflexos da mentalidade heterogênea no século XIX

A literatura tem o poder de moldar o pensamento crítico e reflexivo das pessoas. Além de alavancar a imaginação, funciona como um retrato mimético dos nosso costumes. Neste sentido, os valores e comportamentos duma sociedade podem ser recuperados e transformados em ficção ou fantasia. O contexto histórico também é basilar para compreendermos os diversos clássicos literários, que utilizam de gêneros diversos para apresentar ao mundo metáforas, pensamentos, mentalidades e histórias da sociedade. A partir disso, podemos ter visões e percepções mais amplas sobre um determinado período , como é o caso das obras escritas no século XIX. As obras produzida nos anos oitocentos, como é o caso de Drácula possibilita, por exemplo, pensarmos nas mentalidades que conviviam naquele século.

O romance de Stoke,B ilustra bem essas questões. Publicado originalmente na última década do século XIX, o clássico revela uma ambientação histórica onde conviviam múltiplas mentalidades. Essas mentalidades eram heteregoneas e tinham formas distintas de enxergar o mundo, seja através duma via científica, religiosa ou mítica.

Através de inúmeras cartas que são trocadas entre os personagens e pelas descrições narradas em seus diários, percebemos que convivem na ficção, paralelamente, crédulos sem fudamento científico. A própria crença no sobrenatural, neste caso, no vampirismo, é algo para se pensar. A sociedade ocidental vive numa tradição. Diversas crenças difundidas em outras épocas persistem na contemporaneidade.

A partir do século XVII, a racionalidade de Descartes vai ganhando espaço na percepção e entendimento do homem sobre o mundo tal como o cientificismo de Darwin nos anos oitocentos. Desse modo, reformulou-se profundamente o pensamento de muitos indivíduos rumo a descrença nesses ideias míticos, que passaram a ser alimentados por estruturas puramente racionais. Neste sentido, acreditar em lobisobens , bruxas ou vampiros no seculo XXI, por exemplo, tornou-se motivo para sociedade estabelecer adjetivos carregados de definições ” insanas ” , pois uma pessoa dotada de razão seria incapaz de acreditar que essas ” criações da cultura popular” desprovidas de fundamentos empíricos e racionais pudessem existir. Contudo, ainda há aquele que convivem carregados de incertezas e pensamentos binários.

Van Helsing é uma representação dessas incertezas e dicotomias que permeiam o pensamento humano. A prova factual que os seres humanos podem carregar consigo pensamentos alternos. Doutor, professor e médico, atua no exame de Lucy , personagem que adoece ao longo da ficção e, por conta disso, necessita de atendimentos clínicos para diagnosticar sua situação. Um dos procedimentos que Helsing faz é a realização duma transfusão sanguínea, dando a obra tons absolutamente científicos e biológicos. Ao perceber marcas de mordida ao redor do pescoço da paciente, Helsing chega a pensar na possibilidade de algo que, em suas convicções racionais, seria impossível de acontecer ou existir.

Não convencido dessa dúvida e inquieto pelo o que observou , parte em busca de respostas. Dias depois, entrega a paciente flores com perfume de alho. Todos nós sabemos que o alho aparece em muitas lendas associada ao combate às forças do mal, neste caso contra os vampiros. As lendas antiga contam que o alho era utilizado para disfarçar o mal cheiro dos mortos, devido a capacidade desse alimento exalar um intenso perfume. Contra os vampiros, funcionava evitando impedir que os mortos retornacem aos seus corpos e, impossibilitado essa passagem, não se transformavam em vampiro. Era como se depois da morte, a alma tentesse voltar ao corpo para retornar a vida não humana dominada pelo sobrenatural e anunciar a imortalidade, mas com utilização do alho ,essa tentativa não era possível de suceder. Cabe a nós questionarmos: será que Van Helsing, ao entregar as flores com perfume suspeito, já acreditava na existência de vampiros? Talvez já acreditasse ou estava começando assimilar a realidade dos fatos a algo que não era humano ou comum ! Dessa maneira, o personagem transporta para realidade a possibilidade dum homem científico deixar -se seduzir pelas crenças sem comprovações racionais, nas ambientados históricas do século XIX

Sabemos que o século XIX é marcado por uma nova ordem política que foi inaugurada a partir do pensamento iluminista e da Revolução Francesa. A Igreja não possuía mais a força que outrora logrou estabelecer em outros séculos. Seus fiéis e fanáticos religiosos coexistiam as formas de pensar mesclando múltiplas crenças, sejam elas mitológicas , cristãs ou cientificismo. Todas essas formas de pensamento vivendo no mesmo século! O século XIX! A obra de Stoker ilustra explicitamente essa questão, sobretudo nos momentos difíceis que os personagens vivem. É comum ao longo da narrativa escutarmos frases do tipo” que Deus nos ajude” e outras menções que são feitas como pedido de socorro ao plano divino. Parelamente a isso, os acontecimentos sobrenaturais, as relações científicas entre professor(Helsing) e seu aluno enfermeiro, que visavam examinar a condição de Lucy e sua saúde física, guiam o leitor para refletir sobre perspectivas diferentes desses personagens e os vários campos do pensar que constituem a obra.

Nos dias atuais, uma sociedade é capaz de conviver com variadas formas de crença,embora muitas das vezes essa convivência não seja pacífica e tolerante. Apesar disso, são essas múltiplas formas de compreender o mundo que caracterizam uma sociedade heterogênea do ponto de vista das mentalidades que podem coexistir num mesmo espaço. Sem dúvidas, essas mentalidade corroboram para enxergarmos diferentes pontos de vista. No que se refere à crença em vampiros nos dias atuais, a dicotomia consiste na relação antagônica entre “não acreditar” e “fascínio” . Esse fascínio , sem dúvidas, alimentado pela curiosidade de diversas pessoas, como eu, por essas histórias e lendas. Os filmes, séries e literatura , que constituem produções sobre esse universo sobrenatural , alimentam o imaginário da sociedade para despertar paixão pela prosa vampiresca. ” The Vampire diaries ” e ” Entrevista com Vampiro” tal como o “Drácula” exemplificam esse prosaico simbólico, que está profundamente associado à cultura popular. Portanto, acreditar em vampiros e compreender a literatura de Bram Stoker, abrem portas para refletirmos sobre questões históricas e atentarmos nossos olhares para os costumes e hábitos que circundam nosso cotidiano , sejam eles no plano cinematográfico, literário ou da mentalidade particular de cada indivíduo.